sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
A ordem da paixão
Nós nos apaixonamos pelos significantes, não pelos significados. O que seriam os significantes senão tudo aquilo que vem a oferecer uma leitura do homem, que marcam seu corpo, que deixam impressões, às vezes rasgadas por aí.. É uma cadeia, não uma prisão, é uma narrativa em construção, é uma estrada, que por hora abandonamos, mas depois voltamos a revisitá-la, com novas lanternas. É o desbravador de uma nova linguagem, é o inaugurador de um mundo, apresento-lhes: A bússola do desejo.
A paixão é consensual, está ali um eu nosso, oculto e a mar aberto. Significantes e paixão se incluem em um contexto, do que temporalmente se está sendo, do que está em jogo, fadado a nos colocar a se encontrar: com algo do nosso.
segunda-feira, 27 de maio de 2013
terça-feira, 21 de maio de 2013
RE - CORRENTE
Sua língua
Sussurra minha,
Desemboca e a soca
Em tom maior.
O teu sexo cheira familiar,
Germina em minha insanidade,
Suplico seu alimento, seus frutos grandes e doces
Dura horas, dou duro
Aguadeiro,
Jaz nascente em boca gozo fluente...
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Fevereiro
Quando entra fevereiro
Ergo-te o carnaval
Mundo que mora em mim
Habitante tão carnal
No altar da lua cheia
A noite se deita
Clareio-te o dia,
Manhã Prosa
Aurora Poesia.
Máscaras urbanas,
E apenas uma nudez clandestina,
Do tempo que congelei.
Ergo-te o carnaval
Mundo que mora em mim
Habitante tão carnal
No altar da lua cheia
A noite se deita
Clareio-te o dia,
Manhã Prosa
Aurora Poesia.
Máscaras urbanas,
E apenas uma nudez clandestina,
Do tempo que congelei.
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
O andar do bêbado
Atravessou a rua que o atravessava
Em passos largos, cruzava seu passado
O céu sob a cabeça
O legado sob os pés
Sua pureza era sadia
Orquestrava melancolia;
Seu ocaso.
Mal disse os olhos uma gota
De saudade, de conhaque
Em seu ventre paria o abismo
Desse solo não pertencente
O finito não vingou
O pressagio sustentou:
Ai moram todos nossos demônios.
Em passos largos, cruzava seu passado
O céu sob a cabeça
O legado sob os pés
Sua pureza era sadia
Orquestrava melancolia;
Seu ocaso.
Mal disse os olhos uma gota
De saudade, de conhaque
Em seu ventre paria o abismo
Desse solo não pertencente
O finito não vingou
O pressagio sustentou:
Ai moram todos nossos demônios.
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Imerso legado
E quando ele se foi
Branco se fez o papel
Destecido os horizontes daquela mulher
Da janela avistou murchas as flores
O horizonte em desencanto
Da chaminé somente as cinzas
O vazio transbordou
Tudo que cala aquele opaco olhar
Bebeu mais um gole
E no deserto encontrou torcidas gotas
A tempestade inundou a lucidez rasa
Num trago inspirou toda fantasia que lhe aspirava
Para iludir toda a ilusão que lhe restava
Galgando o legado, esse, de sua ressaca
O alimentou, como se o próprio intitulasse sua calmaria
E Acreditou dar vida
Há todo imenso que dormia..
Por,
Clara Lobo e Luizinho Alves.
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
domingo, 18 de setembro de 2011
Há Menos Trezentos e Sessenta Graus
(...)
O minuto,
Passa,
O ponteiro roda,
O mundo cíclico,
O inverso,
Converte,
O tempo transforma,
O mundo muda ordem,
É o tempo,
Invalidade,
Sem prazo.
(...)
Clara Lobo
O minuto,
Passa,
O ponteiro roda,
O mundo cíclico,
O inverso,
Converte,
O tempo transforma,
O mundo muda ordem,
É o tempo,
Invalidade,
Sem prazo.
(...)
Clara Lobo
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Livre em Condição
Pássaros no céu,
Homens na terra,
Mente no céu,
Pés na terra,
Pássaros em vôo vivem no solo,
Homens na terra vivem aéreos,
A gente pensa ter liberdade pra chegar aonde queremos,
A gente se prende em liberdades todo o tempo,
Vivemos em mito,
Vivemos entre a garganta e o grito,
É tempo do quase,
É tempo do dito,
Somos nossos autores,
Condicionalmente,
Veredicto.
Clara Lobo
Homens na terra,
Mente no céu,
Pés na terra,
Pássaros em vôo vivem no solo,
Homens na terra vivem aéreos,
A gente pensa ter liberdade pra chegar aonde queremos,
A gente se prende em liberdades todo o tempo,
Vivemos em mito,
Vivemos entre a garganta e o grito,
É tempo do quase,
É tempo do dito,
Somos nossos autores,
Condicionalmente,
Veredicto.
Clara Lobo
sábado, 14 de maio de 2011
IN VERSUS
De dia,
Faz dia,
De noite,
Faz noite,
De tarde,
Faz metade,
Do Infinito que nos resta,
Mistério.
Faz dia,
De noite,
Faz noite,
De tarde,
Faz metade,
Do Infinito que nos resta,
Mistério.
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Boca Breve
Não sabes, Clara, que pena
eu teria se — morena
tu fosses em vez de clara! Talvez... quem sabe... não digo...
mas refletindo comigo
talvez nem tanto te amara!
A tua cor é mimosa,
brilha mais da face a rosa
tem mais graça a boca breve.
O teu sorriso é delírio...
És alva da cor do lírio,
és clara da cor da neve!
A morena é predileta,
mas a clara é do poeta:
assim se pintam arcanjos.
Qualquer, encantos encerra,
mas a morena é da terra
enquanto a clara é dos anjos!
Mulher morena é ardente:
prende o amante demente
nos fios do seu cabelo;
— A clara é sempre mais fria,
mas dá-me licença um dia
que eu vou arder no teu gelo!
A cor morena é bonita,
mas nada, nada te imita
nem mesmo sequer de leve.
— O teu sorriso é delírio...
És alva da cor do lírio,
és clara da cor da neve!
Casimiro de Abreu
sexta-feira, 29 de abril de 2011
As margens da vida
Já nasci atrasada
Perco os compassos dos meus passos
E no compasso dessa vida eu ando perdida
A deriva de mim, derivo do que busco
E não do que encontro
Incessante solidão
Medida para minha contradição.
O que em mim mais se contradiz?
Bússola
Tatuo no corpo razão
Mas afeto na vida e sou afetada
A margem do rio existe um outro lado,
A margem de mim mesma.
A deriva assisto o roteiro da minha vida
Passar em preto e branco
De fora sem protagonizar,
Deixando correr não só a vida
Deixo livre o tempo..
Há tempo
Não me pertenço.
Perco os compassos dos meus passos
E no compasso dessa vida eu ando perdida
A deriva de mim, derivo do que busco
E não do que encontro
Incessante solidão
Medida para minha contradição.
O que em mim mais se contradiz?
Bússola
Tatuo no corpo razão
Mas afeto na vida e sou afetada
A margem do rio existe um outro lado,
A margem de mim mesma.
A deriva assisto o roteiro da minha vida
Passar em preto e branco
De fora sem protagonizar,
Deixando correr não só a vida
Deixo livre o tempo..
Há tempo
Não me pertenço.
sábado, 26 de fevereiro de 2011
sábado, 4 de dezembro de 2010
Será Santa
A noite acordou
Já tem que correr
Escutando Jorge ben e os Mutantes
Já tem que correr
Deitada no sofá quase que indo
Já tem que correr
Deitada no sofá quase que fico...
Já tem que correr
Ainda é cedo
Já tem que correr
Lua e sol se compondo
Já tem que correr
Ao deleite da lembrança
Já tem que correr
Quase tudo que eu sei
Já tem que correr
Tudo que ainda não vivo
Já tem que correr
Em tudo que deixo
Já tem que correr
Pensamentos em vôo
Já tem que correr
Trilhos sem trilhas
Já tem que correr
O querer da tarde
Já tem que correr
Pescando sutilezas
Já tem que correr
Casamentos do saber
Já tem que correr
Ao sair um pouco de si
Já tem que correr
Quase tudo que sei
Já tem que correr
Detrás do olhar um querer
Já tem que correr
Tudo que ainda não vivo
Já tem que correr
Tenta-me o novo
Já tem que correr
Reviver é nascer
Já tem que correr
Toco do alto as estrelas
Já tem que correr
As minhas Flores coloridas
Já tem que correr...
- Daquela Janela eu posso ver um caminho a percorrer...
Pra que correr?
Clara Lobo
sábado, 20 de novembro de 2010
terça-feira, 2 de novembro de 2010
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Aos palhaços
Palhaços...
De qual graça é a graça que o torna?
De qual graça é a nossa graça?
Em qual graça se habita sua defesa?
Em qual graça afirma sua forma de beleza?
Em que graça mora tua fome?
Em que graça a graça é a tua graça?
Em que graça recolhemo–nos na nossa falta de graça?
Em que graça desacorrentamos-nos?
De onde surge a graça em que burburinhamos para nos confortar?
De onde surge a graça que sucumbimos para nos tapar?
Palhaço é tu porque nos vacina terceiro olho?
Palhaço é tu que nos traz graças em desencanto?
Palhaço é tu que tem que se fantasiar para se humanizar?
Palhaço é tu que ao ir embora ainda o estamos carregando?
Palhaço é tu que nos traz calor em meio a nossa divina frieza ?
Palhaço é tu que nos aviveis com punhaladas no peito?
Palhaço é tu que faz brilhar a própria insanidade?
Palhaço é tu que bate asas enquanto ficamos presos ao seu espectáculo de risos?
Palhaços somos nós entre quase e o negado.
Palhaços somos nós amando em desafago.
Palhaços somos nós; desmascarados.Clara Lobo
Assinar:
Postagens (Atom)










