Descolonizar os corpos
Que repousam sobre os nossos
Que pulsam nosso medo
Estupram nossos ímpetos
De tornar universal uma coisa chamada desejo
Que a poesia selvagem
Nos salve desse binarismo
Escravo da linguagem
Que nos engaveta
Pro massacre
Que ela possa nos servir
Como uma flecha
Que grita
Que resiste
Que milita
Que vive
Que acerta o alvo
Da diferença
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