terça-feira, 26 de setembro de 2017

Gaia Guerrilha

Descolonizar os corpos
Que repousam sobre os nossos
Que pulsam nosso medo

Estupram nossos ímpetos
De tornar universal  uma coisa chamada desejo

Que a poesia selvagem
Nos salve desse binarismo
Escravo da linguagem
Que nos engaveta 
Pro massacre

Que ela possa nos servir
Como uma flecha
Que grita 
Que resiste
Que milita
Que vive

Que acerta o alvo
Da diferença





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