Um adiamento antecede essa escrita
Há em minhas mãos uma pergunta
Que sustenta um fio invisível
Em contraste com essa voz
Trêmula
A cada palavra usada
Ousamos
Nascer em uma sociedade
Patriarca
Pátria
Pai
Que Cai
Deixei no pretérito
O temor pelas próximas linhas
E por tudo que vinha a se impor sobre esse corpo
Mulher
Essa escrita prenuncia um aborto
Paterno
Abortamos todas as vozes masculinas
Que nunca nos pariram
Ao fazermos de nós mesmas
Polifonias
Sobre o silêncio de uma dívida
Abro meu timbre
Para o encontro com o mundo
Me entrecruzo a outras vozes
Que ecoam
Sob o peito
Estética da Voz
E das mulheres
Vem a ser
O meu nome
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