segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Imerso legado


E quando ele se foi                                                                        
Branco se fez o papel
Destecido os  horizontes daquela mulher
Da janela avistou murchas as flores
O horizonte em desencanto
Da chaminé somente as cinzas
O vazio transbordou
Tudo que cala aquele opaco olhar


Bebeu mais um gole
E no deserto encontrou torcidas gotas
A tempestade inundou a lucidez rasa


Num trago inspirou toda fantasia que lhe aspirava
Para iludir toda a ilusão que lhe restava
Galgando o legado, esse, de sua ressaca
O alimentou, como se o próprio intitulasse sua calmaria
E  Acreditou dar vida
Há todo imenso que dormia..






Por,
 Clara Lobo e Luizinho Alves.

5 comentários:

  1. Saber que todos sentem a ausência de alguém,
    É chato,
    Mas me dá forças!

    Talvez ver que todos perdem suas cores,
    Me faz sentir que não sou o único a entristecer no mundo!

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  2. Uau. Que parceria, que poema lindo e arrebatador, adoro a linguagem brilhante que usa.

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  3. clara, estou adorando o seu blog!
    e esse poema tá bonito em especial.
    beijinhos, Duda.

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  4. aah, gostei muito de encontrar gotas no deserto, da lucidez rasa e sobretudo de alimentar a ressaca!! lindo, clara, essa mulher é mais de uma!!

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  5. Seguindo aqui moça... gostei do espaço.

    Beijo grande! :*

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